|
|
silêncio na linha silêncio na linha silen CIO na linha.
Escrito por copyright by jorgeana braga às 20h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
SOUVENIR

Aparelho quebrado que não mede.
A cutícula suja da mão imóvel. O que posso tocar etérea.
Se outro espaço habita tua sobra. Se mãos antigas mostrar-se-iam amáveis e não mortas. A porta de entrada que transubstancia alegrias, meu amor.
Era sonho tua matéria-prima. Era memória não sentida os lugares em que me habitavas.
Sou muro e cal e pendo para o lado errado.
A melancólica porta de saída e os fundos de um parque de diversão fantasma.
Escrito por copyright by jorgeana braga às 17h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
A LEITORA

Arte: Duchamp Entrego-te à leitura do código genético
Lê!
Olhos com a precisão dos manuais
Mãos com instruções de sua ocular membrana
Consoante palatal em capa grega
Lanternas apontam um futuro contínuo Uma clareira em meio ao tempo O meu tempo em suas duplas omoplatas
Vias ductéis a contornar o lençol-toalha De onde decalco teu colo e pólos
O saber e o traduzir O ser e o sentir Mesclam-se em iluminadas impressoes
Do suco das flores Trago a imaculada dimensão afetiva
Injeto doses do absoluto molhando teu plexo Over and over Até beber o mais cassis dos licores
Sobrepostas em mim Suas taças sanguineas O suave tinto a desaguar em mitológicas grafias
Lê! Coração de tinta acobreado Persianas tais quais cílios Veem a primavera do nosso primeiro outono
Almas de Melissa A mais intensa das decodificações O frêmito toque, somente agora, o sinto
Entre barras em código e linhas de produção serial Um artesanal encontro Raridade
Máxima união em pontos de toque Cerrados no rosa quartzo Muros violetas em letras decimais
Questão de genes,traços e riscos escritos Ao som de um single Valsas cafeinadas
Àlacre promessa Double A música nos lê em cada opus
Em seu digital código Minas terrestres explodem em noturnas confissões
Cobres o marfim de cor-noite Não mais telas em branco Não mais névoas no espaço
Ao mais belo dos portais, permita-me conduzi-lo
À oliva de lábios Á overdoses de certezas Irreversivelmente ao meu amor..
Está escrito.
Lê! [KELLY 'PLENTZ' CARRILHO]
Escrito por jorgeana braga às 16h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

O sol desliga insistentemente o buraquinho do meu umbigo. Não ouço muita música agora. As cores estão envolvidas com a sombra pálida da tua ida. As portas estão caindo do céu.
Escrito por jorgeana braga às 14h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

nada é sério.as coisas não tem tempo. a delicadeza é um posto de vacinação do absurdo. sombra projetada para não realizar milagres: culpa meus caros não existe. é dogma cristão da mediocridade. as cores da máquina de fotografar assolam o ausente. ‘feliz e infeliz misturadamente’. ana e guimarães são fantasmas de uma tarde só...
Escrito por jorgeana braga às 16h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
'caos calmo'
‘ela pede socorro em silêncio’. o dia é lâmina: cabide de guardar chuva: J sou comprida nessa malha que enerva. tenho medo de olho por hora. desafirmo.‘anti’ em tudo. não há medida. o problema em afirmar ‘eu não consigo’ é sumir a olhos vistos. tenho medo de olho. eles bóiam desespero lerdo. é a água funda do rio Ouse. só sei que eu assim – cílios úmidos e um secador de cílios – não estou lá.
Escrito por jorgeana braga às 10h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
'plentz'
pode é inventar silêncio. um coração morto é um cadáver dentro do corpo.
Escrito por jorgeana braga às 12h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
'cria cuervos'

Carolina, Jo e Robert são fantasmas de uma tarde de 74.
Escrito por jorgeana braga às 16h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
'tristeando'

1 min. Tempo exato da circunstância. Levanto para tomar café. Nana morta. O chão é feliz que acolhe um desmaio. Feridas tristes estão em silêncio. Tua casa é alegre diz beto. Uma mentira sutil é pouco distante do erro diz godard. Papagaios coloridos introduzem-se. As coisas não são. é fato.Invertem-se para o fora para o dentro para a lentidão. O invisível ri quando digo que a fotografia é um ‘já foi’.
Escrito por jorgeana braga às 01h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
auto-imagem

Eu sou mil vezes o fato de eu mesma não estar aqui.
Escrito por jorgeana braga às 18h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
lembrete.
não tenho glamour.
gosto de havainas.
gosto de cabelo descabelado, de anti-batom.
gosto de estupidez e como diz beto
não importam as glórias da entrada
eu sempre saio pela porta dos fundos.
Escrito por jorgeana braga às 12h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 FOTO:ANA FLOR. escrito em parceria com Renato Torres numa madrugada de incertezas virtu-reais. sobre o escuro um muro de cal pendente estrelas circum-navegam brotos lilases. nas frases a gota mínima o sangue arrefecido. meu coração é um dente de leão que assopras pulveriza-se como sonho na aurora. toco cristal que escorre do céu e é como o seu ombro a curva do charco a maciez imaginária de dez pessoas dormindo separadas infensas ao enigma de inexistirem mudas. eu as abraço e reúno. não há saída. revolvo a embriaguez do mundo nesse encontro. tento. não consigo.
Escrito por jorgeana braga às 10h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
antiguia
um quarto de hotel ruminando a palavra distanciânsia ecoam evoés tristes antes de beber o vinho invisível ouvi do fantasma de zé celso que a hora certa é já duas vezes pontuei direções: balões negros suspensos nos olhos de ana balões negros grudados no corpo de uma bacante insana falo o silêncio pelo avesso de uma cidade pacífica porque eu queria a confusão de sons e anti-dramas e buzinas e ruídos estavam dentro acho que nosso retardo é estar no ombro de uma brisa em frente ao prédio em ruínas na paulista. as estações de um amor perdido não são pedras no metrô é a vida mesma assim que me passa a vista toco-a por entre os prédios de abóbadas cinzas tão cinza quanto a tromba de elefantes lunáticos.
Escrito por jorgeana braga às 15h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
dyl em cena.


VOU PARA SÃO PÃ COM O MEU BAAL DOS ÚLTIMOS DIAS. ATÉ A VOLTA.
Escrito por jorgeana braga às 17h10
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
odeio amor romântico.

A insignificância do amor feito em miúdos como os miúdos da galinha manca. Era "tao" o fantasma branco das minhas tardes chocas. Mas ele se nega. Outra vida o espreita. Tem filhas nela. Talvez um dia eu o toque numa mesa branca de psicografia erótica.
Escrito por jorgeana braga às 16h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |